segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Um ensaio sobre...

... relógios de rua.

Um aparelho fascinante, não?

Seu funcionamento é perfeito:

Olhamos pra ele quando queremos ver a hora e ele mostra a temperatura.

Olhamos pra ele quando queremos ver a temperatura e ele mostra a hora.

Simples. Mas complexo.


Uma salva de palmas pro cara que o inventou!



Só falo isso...



... isso e dois ou três xingamentos.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Ponto de vista


As vezes vemos as coisas pelo seu pior ângulo. Digo isso por causa do meu feriadão.

Eu ia viajar. Fazer aquele programa família. Crianças correndo e se estapeando por motivos fúteis. Mães discutindo qual filho é o mais comportado. Cervejinha pra uns. Coca light pra outros. E por aí vai...

Porém, contudo, entretanto, perdi um dia do feriadão fazendo prova de francês. (Merci
beaucoup mon Dieu!). Sendo assim, com um sábado a menos no meu currículo de feriadões, parti ao cair da noite.

Cheguei.

Tempo maravilhoso, os familiares sortudos que chegaram na sexta à noite estavam queimados de praia e completamente exaustos de tanta diversão. Pensei: Amanhã é a minha vez! (Déjàvú).

Como já estava tarde, mal cheguei e já estavam todos se arrumando pra dormir. A casa estava lotada.

Acabou o espaço dentro de casa.

Arruma-se, então, camas na garagem. (Isso, na garagem)

Ok, acabaram as camas.

Faz-se na garagem, então, uma enorme cama usando lençóis e edredons. Ok.

Acabou, agora, o espaço e as camas. A sorte é que só faltou uma pessoa pra dormir... Eu, obvio.

Daí, sem cama, lenço ou documento, fui pra varanda. (Sim, uma dessas varandas que quando você passa na rua consegue vê-la e até mesmo atirar objetos nela se quiser)

Dormi em um canto, em cima de almofadas. Como um cãozinho enrolado no jornal... Peraí! Não! O cãozinho da família também tinha uma caminha dentro de casa (É serio). Ok, pelo menos amanhã vou meter o pé na jaca.

Goteira.

Pois é, caiu uma tempestade. Meu domingo começou assim, meio assim. Agora imagine você, a pessoa sai pra viajar e acaba ali, dormindo na chuva depois de fazer prova e antes de perder todo o domingo em casa.

Ruim?

Olha, vou te dizer que não. Faria tudo de novo.


É legal a família ficar mais próxima. Tudo vira motivo pra piada. Isso é bacana.

Passar o dia jogando futebol na chuva e ouvindo legião urbana enquanto isso...

... Fantástico.

Aí a noite vem. E o
lha o que a noite tem. Tem conversa na varanda ao som de gun’s. O papo era sobre o Rock in Rio e minha dor de corno por não ter ido... Sim! A chuva arrasando lá fora e dentro da garagem o Rock comendo solto! Yeah!!!

Aí o domingo acabou, o sol apareceu, fomos à praia e a graça toda acabou.

Fim.




P.S.: Sobre o lance de dormir na varanda e perder o teto pra um cachorro. Então, to pensando em fugir de casa, alguém aí pra me abrigar?

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Aqui não tem, mas no trem tem

A humanidade e suas misteriosas invenções. O trem, uma delas, me fascina desde o útero. Seria aquela minhoca de metal um mercado sobre trilhos, ou seria aquela bodega um meio de transporte de massa?

Outro dia fui a outra cidade tentar comprar um objeto peculiar que não encontrei por aqui, pela cidade das olimpíadas 2016. Vaguei pelo subúrbio e o centro. Nada. Então resolvi ir às cidades da baixada fluminense. Vaguei por la, também em vão.

Já vencido pela fadiga, resolvi voltar pra casa. Pensei: Vou de trem.

E fui.







Desapontado pela falta de sorte, já havia me convencido que nunca mais encontraria o tal objeto. Porém minha pouca fé foi abatida à gritos:





- Amendoins! Bala! Chicrete!

- Bacia! Coco! chinelo!

- Linha! Peão! Prego!

- Tijolo! Cachorro! Esporro!

-Pistola! Mãe! Paçoca!


Meu Deus! Ouvi de tudo, de picolé a rodapé. De barro a carro. De tudo a mudo. De medo a Pedro. De Deus a me livre e guarde. Fato: Se em algum lugar não tem, no trem tem.

E tinha.


Fiquei feliz.

amigo, quero paz, sossego, tem ai?

Tem, mas acabou.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Exageros do cotiano


Ai deu 6 horas, , e eu tinha que levantar. Legal. Tomei banho, comi alguma coisa, separei o dinheiro da passagem e rumei pra portaria do inferno pro ponto de ônibus. Beleza.

Como caia uma chuvinha safada e eu não gosto de guarda-chuva, coloquei um casaco, daqueles que são impermeaveis, pra não molhar a roupa. Beleza.

3 horas no ponto.
15 no ônibus.
O pânico de sempre no elevador.
Beleza.

Sento na frente do meu computador de trabalho e começo...

Sinto alguma coisa na minha nuca, algo parecido com um inseto caminhando. No ônibus havia acontecido algo parecido, mas não achei nada na hora. Por via das duvidas levei rapidamente uma das minhas mãos, a direita pra ser mais exato, com seus cinco dedos, cada um portando uma unha na ponta e...

Ai porra!!

Tinha alguma coisa ali e essa coisa me atacou. E essa coisa tinha mais de cem patas. E essa coisa atende pela alcunha de lacraia.

Tal foi minha indignação diante do ataque daquilo, que cruelmente o assassinei com minha borracha. Vou pro inferno? ? Beleza, chegando la pego ela de pancada, por ter me envenenado e por ter me privado de desfrutar do reino dos céus.

E ai, o que aconteceu? (O mamute pequenino)

Olha, na hora nem doeu, mas depois doeu. Meu pescoço cresceu, ou melhor, no meu pescoço cresceu... cresceu uma espécie de monumento em memoria da centopéia morta. Era uma bola meio avermelhada, não muito grande, mas dolorida.

Mas de onde veio a lacraia?

Então, eis os possíveis lugares de onde ela pode ter saído:

* Do ônibus
*Do banco do ônibus
*Do meu casaco, onde ela teria entrado ao tentar fugir do tumulto no ônibus.
*Do inferno.
(, falei do ônibus).






Postagem digitada de uma maquina francesa, por isso ignorem as correções ortográficas equivocadas e a falta de acentos. Merci beaucoup.

domingo, 18 de outubro de 2009

Sorria, meu bem

Durante a semana seu tempo é todo destinado a trabalho e estudo, sobram 6 saborosas horas pra dormir. Mas aí vem o fim de semana e a partir de meio dia de sábado você está livre pra fazer o que quiser...



Livre?


E quando seu corpo entra em curto? Garganta. Cabeça. Febre. Dor. Desconforto. Falta de ar.
Sim, o fim de semana que qualquer masoquista queria...


Só que tem um problema, eu não sou masoquista.