sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Igual aquele filme que eu vi no cinema...

Filmes: a representação em cenas do que é fantasticamente imaginável e humana impossível.

“Mas Leo, não há exceções?”

Claro meu filho, sempre há exceções. Mas são raras e pouco populares.

“Você é muito pessimista, vai se foder!”

Realidade não é pessimismo.

“Mas de onde você tirou isso, meu querido?”

Então... Eu hoje vi um filme bem bacana, roteiro legal, atores fora da linha padrão norte americana e cenários fantásticos. No tal filme uma dura realidade é mostrada, muito inconveniente, porém muito real.

“Ah! Esse é um daqueles filmes que não são populares?”

Não, esse filme é mega popular, quase todo mundo já viu ou ouviu falar.

“Ai porra! E aquele papinho que filme bom não é popular?”

Pois é, eu nunca disse isso. Na verdade o que eu disse é que os filmes são uma enganação, não mostram quase nunca a realidade. Só que isso não o impede de ser bom.


“Aaaah... é verdade...”

Mas analisando esse filme eu posso separa o enredo em dois. Uma parte é o clichê Maximo das telonas, o romance. A outra parte é o cenário de fundo desse romance, nesse caso, o tal cenário de fundo mostra uma realidade bem interessante: Pobreza, miséria, crime, desventura, pouco dinheiro e luta por dinheiro.
Redundante?
É, mas só o suficiente pra enfatizar a coisa.


“Ah! Acho que sei que filme é esse...”

Pois é, o nome do filme não é importante, o importante é ser um filme.

“Ih... começou””

Eu queria falar da parte mais bonita desse filme, o tal do romance.

“Num falei... começou...”

Pois é, fato que você já percebeu que eles sempre dão certo em filme, sempre. Mas na vida real nunca é assim, os tais problemas que vemos em filmes são idealizados num mundo perfeito, mundo esse para o qual não fui convidado. O que me resta?

“É, diz aí, o que te resta?”


Resta-me apenas imaginar como seria interessante interpretar na vida real um filme.


“Que??!”

É meio difícil que alguém entenda, mas eu queria mesmo interpretar do lado de cá da tela uma vida afortunada com amor, sorte e bom humor.

“Como assim mané?”


Tipo nos filmes mesmo. Sofro um acidente e ao lado da minha cama no hospital há uma linda moça com tudo em comum comigo. Do nada descubro que sou herdeiro de um mafioso italiano riquíssimo que acaba de morrer, descubro também que pra poder usufruir dessa grana vou ter que provar que ele não matou um milionário chinês chefe de outra máfia. Nessa briga toda eu não tomo um tiro se quer, a tal moça do hospital se mostra muito útil e sentimental mas em algum momento ela é sequestrada pala máfia árabe que esta interessada na minha herança. Nesse ponto eu que me mostro sentimental, luto contra todos ao lado de um amigo de infância que descobri ser da CIA, penso em abrir mão de toda minha fortuna por ela. Luto mais sem morrer, mesmo que antes nunca tenha pegado numa arma. Salvo-a, mas ela foge com o meu amigo (é, aquele da CIA). Fico revoltado, mato mais que dengue no verão ou gripe suína no inverno. Tudo em busca de vingança. Mal de corno. Chegando no fim descubro que ela fugiu com ele por amor a mim. Enquanto sequestrada pelos árabes ela descobriu que ele sim havia matado o líder da máfia chinesa e tinha como plano conquista-lo pra arrancar toda verdade, nós nos beijamos e aceitamos o fim. Nesse momento o amigo da CIA, que descobri ser um filho da puta, resolve falar tudo e eu obviamente estou com um gravador na mão. Gravo tudo, mostro as autoridades. Meia dúzia de sorrisos e cenas de sexo e sobem os créditos. Pronto, eis o felizes para sempre.


“Caralhooooo! Tu fumou orégano molhado pra escrever isso??”


Não, mas eu vejo enlatado americano desde que me entendo por gente. Se bobiar até antes disso. E agora quero uma fatia desse queijo... Nem que meu conto de fadas dure só alguns meses, vou saber investir o dinheiro da máfia italiana.

2 comentários:

Beatrix Kiddo! disse...

ok, eu penso nisso sempre. Talvez por sempre assistir a filmes e/ou séries, eu fico pensando no quão injusto é a vida e que na tv tudo é mais simples e legal até!
E aí eu me debulho em lágrimas pensando na minha vida como a de um personagem específico ou transpondo um drama do personagem para a minha vida.
(Tô meio emocionada, pq acabei de ver gilmore girls e tô chorando litros). Depois escrevo algo engraçadinho.

Pedro disse...

vira homem georgia.