sexta-feira, 10 de outubro de 2008

É Guerra

Sou uma guerreira urbana. Não possuo espada nem arma de fogo, apenas a cara e a coragem.
Porque pra nós, que vivemos nessa selva chamada cidade, sair de casa já é se aventurar.
Muitas vezes, durante a guerra cotidiana eu me pergunto pelo que eu estou lutando, e se encontro o motivo, pergunto-me se vale a pena.
Eu não sei.
Eu não sei se chegaremos em algum lugar, sei muito menos se chegaremos onde planejamos chegar.
Só sei que abster-se da luta equivale a renunciar a própria vida.
Mas importante que o resultado, é o aprendizado.

Nessa batalha, muitas vezes surgem dúvidas, perde-se a fé, tudo parece sem sentido.
Vemos nossos companheiros caírem ao nosso lado, às vezes nós caímos.
Tudo isso é estranho, mas necessário.
Desisti de me considerar fraca por não ser determinada e confiante o tempo todo.
Muitas vezes, olhei pros lados e vi os outros seguindo em frente e me perguntei: será que sou a única que teme o desconhecido?
E a resposta eu tirei de mim mesma. Eu nunca parei, mesmo em momentos ruins, mesmo cansada, mesmo quando a fé desaparece, mesmo quando o chão se dissolve, eu sigo em frente, até sem perceber. Todos chegaram onde estão porque nunca pararam de caminhar, a vida não nos deixa parar.

Devemos saber distinguir o que é passageiro, e o que é definitivo e arriscar nossos corações apenas por algo que vale a pena.

Um comentário:

Léo disse...

o0!

Uia!

É guerra!
É?! Haha!

Nihal, frágil porem letal... nem vou dizer mais nada... =D

Inspiremo-nos na luz e vamos buscar a paz! ;)

Muito bom te ver aqui novamente...