segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

#4 Não confie em quem não confia em você

Ana Clara era tão frágil e inocente como um búfalo ladrão. Por traz de um corpo pequeno e de aparência frágil, havia uma leoa pronta a matar sua presa. Aninha, como era conhecida, sabia ser doce, mas bem no fundo a Ana era azeda:
- Onde esta sua mãe??! Fala garota! Onde esta aquela preguiçosa que ainda não me serviu o café?!
- Eu não sei dona Ana, ela deve estar ajudando o papai com o jardim.
- ESSE NÃO É O TRABALHO DELA! Ela tem que se preocupar com as refeições que devem ser servidas na hora!
- Mas ainda são 7:10 h dona Ana, o desjejum hoje é servido as oito
- As oito é uma pinóia! É servido quando eu quiser! Ela é a empregada, não eu! Por isso quem dita as regras aqui sou eu! Ouviu mocinha?! EU!

A doce Aninha saiu do quarto de Mirela batendo a porta. Isso não era uma forma gentil de tratar a filha da empregada, mas Mirela não podia nem sonhar em dizer que a doce Aninnha não era doce. Depois de engolir a raiva que sentia Mirela percebeu que algo estranho estava acontecendo, sua mãe, Josefa, nunca atrasava o café da manhã.

...


João descia as escadas a procura de sua irmã, Valeria, quando viu Aninha, a doce aninha, na sala de estar:
- Tão cedo acordada ?
- Oh! João?! Faço a ti mesma pergunta, porque de pé tão cedo?
Diante da doçura na voz de Aninha qualquer um teria a certeza que ela era uma pessoa muito meiga e gentil, ou se sofresse de diabetes morreria ali mesmo.
- É que acordei pra tomar uma água e não vi Valeria no quarto, fiquei preocupado. Por acaso a viu por aí?
- Não... a ultima vez que a vi estava indo dormir e você estava junto
- Pois é, onde será que essa maluca se meteu?!
Neste momento Ana Clara percebeu que seu irmão, Diogo, também não estava no quarto, pensou: onde terão se metido?
Ela não sabia, João não sabia, mas nós sabemos que Diogo estava metido com Valeria, ou melhor, estavam metidos um com o outro. Mas precisamente em um Land Rover prateado estacionado na garagem da mansão. Um sem o relógio que roubou sogro da irmã no dia do enterro do dito cujo, a outra com um tremendo torcicolo.

...

Enquanto a mãe estava em estado de choque diante do corpo de seu pai, Mirela resolveu adiantar as coisas para o desjejum das pessoas na casa, ou como ela carinhosamente os chamava, os nojentos. Preparou com muito carinho os ovos mexidos, geléias e pães, onde se vê com carinho lê-se cuspindo.
Após rapidamente preparar mesa pro café, Mirela viu uma garrafa de vinho caída em um canto da sala ao abaixar pra pegar a garrafa percebeu que o liquido tinha uma coloração e uma consistência diferente do vinho, cheirou a garrafa e provou um pequeno gole...
A primeira reação foi cuspir longe aquele liquido, mas já era tarde, Mirela bebeu sangue. Ela não achou nojento e sim assustador. Neste momento Aninha, a azeda, a viu com a boca na botija, ou melhor, na garrafa de vinho:
- EI! O que você pensa que vai fazer??! Heim? O empregadinha??!
- Oh! Desculpe dona Ana, estava apenas conferiando o odor desta safra, jamais iria me servir de algo dessa casa assim.
- Odor??! Acha que me engana sua sonsa!?
- De forma alguma dona Ana, de forma alguma. Semana passada nos foi enviada uma caixa com o vinho errado, eu só quis me certificar de que esta safra era da qualidade que meus patrões merecem. Sabe como é, as pessoas acham que podem nos enganar, acham que os Oliveira não entendem de vinho, isso é uma afronta eu não podia deixar que se repetisse.
- Hum...
- Dessa vez a senhora pode ficar tranquila, este é autentico. Mas eu nem precisava dizer, a senhora certamente vai ver isso quando degustá-lo
Mirela pensava rápido, beber sangue podia ser assustador, mas ver esta pessoas nojenta beber achando que é um vinho de uma safra caríssima era algo quase que divino.
- Passa esta garrafa pra ca! Anda!
- Sim senhora...
- Agora passa! Passa daqui!
O sorriso quase foi mais forte que Mirela, mas ela conseguiu se segurar. Agora era só esperar, depois ela pensava no por que de haver uma garrafa de vinho com sangue ali. Isso podia esperar, isso e o fato de junto com a garrafa haver um par de dedos, afinal, eram só dedos e eles poderiam esperar.

3 comentários:

Arth disse...

Mirela foda!!!!!!!!!!
E a estória ta tomando um rumo q n to quase conseguindo acompanhar... =D
Note q falei quase... -.-
hauhauahauh

Léo disse...

não conseguindo acompanhar??!
como assim?!

Arth disse...

-.-