terça-feira, 27 de janeiro de 2009

#9 Palavra bandida, sempre arruma um jeito de escapar

O coração de Valeria já não batia, o de Josefa também não. Porém Augusto, Mirela, Bianca, Diogo e João estavam com os corações aos pulos. Ana estava quieta, assustada e acuada em um canto, desde que acordou estava assim e o único medico do lugar estava desesperado ao lado do corpo da irmã:

- Eu a matei! Fui eu quem deu o café a ela!
- Não seja ridículo! Você não sabia de nada!
- Não adianta Augusto! Sou um monstro!
- Não, você é ridículo...
- É ridículo matar uma irmã?
- É ridículo achar que matou!

Bianca abraçou João que não parava de chorar, Diogo esta calado, desesperado. E Mirela já não tinha mais o que chorar, primeiro as lagrimas eram falsas, depois eram a imagem de uma dor e agora, na hora da desolação, as lagrimas a deixaram na mão. Augusto sentou-se ao lado dela, passou o braço ao redor trazendo-a junto a seu peito e deisse:

- Sei que é difícil, mas você não esta sozinha...

O silencio a seguir só foi quebrado pelo pranto de João. E logo após pelas palavras de Diogo:

- Vamos embora daqui – Era possível sentir a emoção em sua voz – Vamos agora! Augusto, pega um dos carros, vou procurar um telefone no quarto de Marcelo

Diogo saiu da cozinha.

- Não vou embora! Só saio daqui quando pegar o desgraçado que fez isso!

João correu pela porta dos fundos e saiu para o quintal, Augusto ia atrás dele, mas Ana o impediu:

- Não vá, ele precisa de um tempo sozinho

Ana chorava ao dizer isso e Augusto sentiu pena, a abraçou e ficou ali. Pouco depois um grito veio do andar de cima, onde Diogo estava. Ana correu pela porta que antes o irmão havia saído Augusto apurou os ouvidos e Mirela se agarrou em Bianca era possível ouvir a voz de Diogo:

- Não faz isso João!!

E Augusto correu para o quintal, as duas estavam em pânico agora, sozinhas e sem saber o que fazer, Mirela e Bianca rezavam em silencio. Pouco depois Diogo apareceu amparado por Ana, seu braço sangrava:

- Que foi isso! – quis saber, desesperada, Bianca
- Não sei... do quarto vi João do lado de fora, ele estava escrevendo algo sentado a beira da piscina, mas de repente pegou algo sobre a mesa e quando vi o que ia fazer gritei... depois não me lembro de mais nada, minha cabeça dói e minha perna esta cortada...
- Quando cheguei no quarto ele estava no chão... achei que estava morto! – Ana desatou a chorar

Bianca cuidou do corte que não foi muito grave e Ana tentava se acalmar quando Augusto entrou na cozinha, sua expressão era péssima:

- Guto! – Bianca correu a abraçá-lo – O que esta acontecendo!
- Não sei ... infelizmente não sei
- O que houve? - quis saber Mirela – Cadê o seu João?

Augusto, sem dizer nada, levou-os até João. Ele estava próximo aos corpos de Josefa e Antonio, caído, compartilhando do mesmo estado civil que o casal, morto.


...

- Como isso aconteceu? – Diogo para Augusto
- Não sei, ele acreditou que matou a irmã, ele escreveu isso : “Não suportarei viver sabendo que a matei”...
- Merda ...
- Ele usou uma lamina, segundo você viu, ela estava sobre a mesa, provavelmente quem fez isso ao Marcelo a deixou ali... vendo-a ele decidiu se matar
- Quando você chegou ele não disse nada?
- Não, apenas me encarou ... até morrer... eu não sabia o que podia fazer ...
- Precisamos ir! E rápido!
- Concordo, vamos todos para a garagem pegar um carro e sair logo daqui – Augusto disse isso em voz alta e ajudou Diogo a se levantar – Aninha, ajude-o eu vou na frente para ligar o carro.

A garagem ficava um nível abaixo do resto da casa, havia uma entrada pela área de serviço que dava em uma escada que levava a garagem, Augusto desceu primeiro, logo depois Bianca seguida de Mirela, Diogo e Ana logo um pouco atrás. Antes de entrar na garagem, Augusto virou para a Bianca e disse:

- Amo você...

Os dois se abraçaram e Mirela afastou-se um pouco, deixando-se ficar um pouco pra trás.Diogo andava devagar com a ajuda de Ana e por isso ficaram pra traz, Augusto chegou em baixo primeiro e perguntou:

- Onde ficam as chaves?
- Em uma caixinha de madeira – Respondeu Ana – Achou?!
- Achei, vou pegar ...

O barulho da explosão foi muito alto e levantou muita poeira, Diogo e Ana caíram no chão e Mirela foi lançada contra a parede.

- Meu Deus! – Mirela estava de pé, sangrando e com muita dor – virou-se para onde estavam caídos Ana e Diogo e o que viu deixou-a perplexa – Você?! ... Só pode ter ... Meu Deus! ... Foi você!

4 comentários:

Arth disse...

Agora façam suas apostas..
Quem é o assassino?!?!
Eu acho q foi a Dona Branca com o punhal...

Pedro disse...

clave q nao mlk!!

Foi o Mostarda com o c.u.!!!

Pedro disse...

errata

onde tem "clave" leia-se "claro"

o escrivão fez uso de drogas antes de escrever akilo

Arth disse...

O final da estória da pra sair?!